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Programa Globo Universidade

Nesta edição especial de 07 de junho, em comemoração à Semana do Meio Ambiente, o Globo Universidade foi até o sul da Bahia para visitar o Arquipélago dos Abrolhos, o primeiro parque nacional marinho do Brasil, criado há 25 anos. Você vai conhecer o projeto Pró-Abrolhos, que reúne estudos de pesquisadores de dez universidades e de uma organização não governamental, liderados pelo Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP).

O projeto Pró-Abrolhos foi criado para estudar o ecossistema marinho do arquipélago. Paulo Sumida, professor do Instituto Oceanográfico da USP, conta que Abrolhos concentra uma das maiores biodiversidades marinhas do Atlântico Sul. Os resultados científicos fornecem subsídios para que se avalie o quanto pode ser retirado do sistema sem prejudicar as gerações futuras. Caso isso não seja feito, o professor alerta que o sistema marinho pode entrar em colapso.

Paulo Sumida apresenta ainda um robô que vem ajudando a revelar a vida marinha dos recém-descobertos recifes profundos de Abrolhos. A grande vantagem é que o robô tem uma profundidade operacional de até 150 metros, enquanto os mergulhadores correm riscos ao nadarem em águas profundas.

Ronaldo Francini Filho, professor de Biologia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), monitora a saúde dos bancos de corais em Abrolhos. Ele afirma que os recifes da região são considerados muito ricos, porque reúnem todas as espécies de corais (cerca de 20). Essa riqueza também pode ser avaliada pela existência de mais de 260 espécies de peixes diferentes, além de esponjas, algas, crustáceos, camarões, entre outros.

O coral cérebro, espécie que só existe em Abrolhos, corre o risco de desaparecer em 100 anos. Ronaldo Francini fala que as principais ameaças a esses corais são as doenças, cujas causas primordiais são: a poluição e o aumento da temperatura da água proporcionado pelo aquecimento global.

Na cidade de Caravelas, o projeto “Abra os olhos para a Ciência”, da Universidade Estadual de Maringá (PR) e da ONG Conservação Internacional, busca conscientizar os jovens da região para a preservação do meio ambiente e despertar neles a vocação para a pesquisa. Henrique Machado Dias, aluno de doutorado em Botânica da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), capacita os jovens para ajudá-lo no projeto de inventário florístico, recuperação de áreas degradadas, exploração de espécies de potenciais econômicos, entre outras ações.

Abrolhos é o lugar de reprodução das baleias Jubarte, que aparecem na região entre os meses de julho e novembro. Mas os botos podem ser vistos o ano inteiro no local. Leonardo Wedekin, aluno de doutorado em Zoologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), faz o monitoramento desses animas há seis anos. A pesquisa mostra que a população de botos é residente e vem diminuindo, porque os animais estão morrendo ou deixando a área.

A comunicação entre os botos é o tema do estudo de Felipe Penin Garcia, aluno de mestrado em Psicobiologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O objetivo é identificar os barulhos (de embarcações ou dragagem) que podem se sobrepor aos sons dos botos e dificultar a comunicação entre eles, pois o som é o sentido primordial dessa espécie, como é a visão para os seres humanos. Os pesquisadores trabalham com a hipótese de essa questão do barulho ser o motivo de afastamento dos botos da região.

No quadro Mérito Acadêmico, a professora Rosângela de Almeida Epifânio, do Instituto de Química da Universidade Federal Fluminense (UFF), revela que seu trabalho em Abrolhos consistia, inicialmente, em estudar substâncias que promovem a comunicação entre os seres do ambiente marinho. Por exemplo, substâncias que podem ser usadas por um organismo como defesa em relação a outro. Depois a pesquisa foi ampliada e passou a estudar a atividade farmocológica das substâncias para o desenvolvimento de atividades anti-câncer, anti-viral e também voltadas para o tratamento de Alzheimer, por exemplo.

Em Toque de Mestre, Rodrigo Moura, da ONG Conservação Internacional e coordenador do Programa de Ciência Marinha em Abrolhos, diz que, apesar da biodiversidade elevada, a região do Banco de Abrolhos encontra-se ameaçada pela ocupação desordenada da zona costeira. Por isso, o local é considerado como uma área prioritária para a biodiversidade marinha no Brasil.

No Fora de Série, o biólogo e pesquisador da Universidade Estadual de Maringá (PR) Eduardo Marocci Chaves fala sobre a conectividade entre o manguezal do rio, que serve de berçário de peixes, e os recifes de corais em mar aberto. O estudo está focado no movimento de três famílias de peixes que vivem na região e que são alvo comum dos pescadores.

Em Eu amo o meu trabalho, Marcello Lourenço, oceanógrafo formado pela Fundação Universidade Federal do Rio Grande (FURG) e chefe do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, conta que seu trabalho é supervisionar os profissionais que ficam no arquipélago e fiscalizar embarcações para coibir a prática da pesca ilegal dentro da unidade de conservação.

Fonte: Rede Globo – Programa Globo Universidade