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Parque dos Abrolhos completa 25 anos este mês

O Parque Nacional Marinho dos Abrolhos completa 25 anos de criação agora em abril. O Parque foi instituído oficialmente em 06 de abril de 1983 e sua criação foi considerada um exemplo de preservação marinha no país. Ao todo, são 88.250 hectares que contribuem para a proteção da região com maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul. Para comemorar a data e também lembrar que 2008 é o Ano Internacional dos Recifes de Corais, até este domingo, 13, ocorrem oficinas, atividades esportivas, apresentações de grupos culturais e uma mostra de vídeo na região de Abrolhos.

A histórica gameleira foi o local escolhido para a realização das oficinas, que acontecem até sexta, dia 11. No sábado, 12, ganharão a cena as manifestações da cultura local, com especial destaque para a apresentação “Cantos e Encantos do Mar”, do grupo Umbandaum. No domingo, 13, a Praia do Kitongo será destinada a um evento esportivo, o “Encontro de Canoas”, com a participação de pescadores e marisqueiros.

Distante aproximadamente 70 km da costa, no extremo Sul da Bahia, o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos abrange recifes de corais, ilhas vulcânicas e a plataforma continental dentro dos seus limites, que se dividem em duas áreas. A maior delas engloba o arquipélago de Abrolhos, com cinco ilhas que abrigam uma das mais importantes colônias de aves marinhas do país; a outra, menor, abrange os recifes de Timbebas, com seus leques de corais de fogo.

De acordo com a Coalização SOS Abrolhos, uma rede de organizações ambientais, o Arquipélago de Abrolhos foi objeto de curiosidade do naturalista Charles Darwin, que visitou o local em 1832. Sua relevância ecológica pode ser medida pelo fato de resguardar porção significativa do maior banco de corais e da maior biodiversidade do Atlântico Sul. O Parque também serve de berçário das baleia – jubarte, que migram para a região para ter os seus filhotes; além de ser a única região do planeta onde é possível encontrar o coral Mussismilia braziliensis, conhecido como coral-cérebro. O Parque dos Abrolhos também recebe espécies de tartarugas-marinhas ameaçadas de extinção, como as tartarugas de couro, cabeçuda, verde e de pente, além de aves como a grazina e os atobás.

Segundo a entidade, o turismo é um fator importante para a economia do Parque, uma vez que recebe cerca de cinco mil visitantes durante o ano e oito mil pessoas dos municípios circunvizinhos, que visitam o Centro de Visitantes em Caravelas, o que gera e mantém centenas de empregos em hotéis, pousadas, restaurantes e atividades correlatas relacionadas ao setor.

Zona de Amortecimento – Os ambientalistas defensores do Parque aguardam ansiosamente o resgate da sua Zona de Amortecimento (ZA), instituída em maio de 2006 e suspensa em junho do ano passado, deixando o entorno do Parque exposto a atividades potencialmente impactantes, como a criação de camarão e a exploração de petróleo.

De acordo com Marcello Lourenço, oceanógrafo e chefe do Parque Nacional, é contraditório o fato de se permitir atividades econômicas que possam afetar o meio-ambiente em uma área protegida importante. “O pressuposto do ZA é que as espécies que vivem na unidade sejam protegidas. Ela não impede qualquer atividade econômica, apenas exige uma avaliação mais cuidadosa para que se estabeleçam no entorno do Parque atividades compatíveis com a conservação da biodiversidade local”, afirma.

Outra questão ambiental relevante é a conservação dos mangues existentes na região. “Muitas pessoas ainda não entendem porque os manguezais são cruciais para a vida no Parque de Abrolhos. O fato é que diversas espécies encontradas nos recifes do Parque vivem em estuários e mangues da costa em suas fases iniciais de vida”, explica Guilherme Dutra, diretor do Programa Marinho da Conservação Internacional.

No tocante a preservação dos recifes de corais, a coordenadora do Núcleo da Zona Marinha e Costeira do Ministério do Meio Ambiente, Ana Paula Prates, afirma que reconhecer fatores como interconectividade de ecossistemas é de suma importância para a saúde dos corais.

“Estamos no Ano Internacional dos Recifes de Corais, e para que isso signifique mais do que um mero título, ações efetivas para proteção desses ambientes são necessárias”, declara.

Fonte: A Tarde On Line